quinta-feira, 17 de março de 2016

Ratinhos na corda bamba





O ratinho Cassiano tinha saído pra passear, mulher e filhos o acompanharam, saíram do sótão de mansinho e pela escada desceram devagar. Ninguém em casa, foi fácil a sala atravessar e para a rua eles foram, alegres brincar.

Na hora de voltar, o problema se apresentou: a família do Maurício tinha voltado, na sala tinha gente e os ratinhos ficaram sem caminho. A noite na rua eles não gostariam de passar, afinal, os gatos do beco podiam aparecer. O que será que podiam fazer?

Cassiano pensou e pensou, até que uma ideia apareceu: a Flora Lúcia foi quem falou. Uma linha preta subia de um poste até o telhado. Podiam subir em uma árvore, que com seus galhos encostava no fio, e por ali chegariam em casa sem complicação.

Flora Lúcia foi na frente, os filhinhos atrás e por último o Cassiano. As patinhas escalaram a grande árvore sem ruído e logo todos chegaram à cordinha, preta igual à noite, e foram andando devagarinho, em fila indiana, equilibrados como pequenos trapezistas.

O menino Maurício ia passando pelo quintal, com a bola debaixo do braço, voltando do campinho. Não demorou pra ele ver que os seus amigos ratinhos estavam inventando aventuras.

-Meus ratinhos na corda bamba! – Se admirou. Não foi chamar a mãe, que era capaz de implicar. Olhou os bichinhos, que sumiram no meio das telhas e entrou na cozinha, segredo guardado.

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