quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Cidade dos Ossos




TÍTULO: Cidade dos Ossos
AUTORA: Cassandra Clare
EDITORA: Record

A série Os Instrumentos Mortais já era minha velha conhecida quando assisti o trailer de Cidade dos Ossos no cinema: já havia visto as capas bonitas dos volumes, mas não havia me interessado por eles, imaginando que a história fosse uma espécie de Crepúsculo. Quando assisti ao trailer do filme, porém, fiquei interessada na história, que parecia ser mais focada na ação do que em um romance adolescente como o de Stephenie Meyer. Então, resolvi ler o livro, antes de assistir ao filme inspirado por ele.

Tudo começa quando a adolescente Clary vai com seu melhor amigo, Simon, até a boate Pandemônio, um lugar da moda e cheio de pessoas extravagantes. Lá, ela consegue ver pessoas que Simon não vê. Esses indivíduos estão armados e, aparentemente, pretendem matar um rapaz. Tentando impedi-los, Clary vai até eles e descobre que os estranhos são Caçadores de Sombras, pessoas especializadas em matar criaturas das trevas, e que o rapaz prestes a morrer era um demônio. Apesar de relutar em acreditar na informação, a garota testemunha quando o demônio desaparece depois de morrer.

Saindo da boate, perturbada, Clary diz a Simon que tinha imaginado os tais estranhos e não fala mais sobre o assunto.

Fonte

Porém, na noite seguinte, os amigos saem e quando a jovem retorna ao apartamento em que vive com a mãe, descobre que toda a casa foi revirada e que sua mãe desapareceu. Depois de tentar se livrar de demônios que dominaram o lugar, Clary recebe a ajuda de Jace, um dos estranhos Caçadores de Sombras que ela conhecera na noite anterior, e começa a descobrir segredos sobre seu passado enquanto tenta saber o que aconteceu com sua mãe.

Confesso que, se considerar os meus preconceitos anteriores com a história, me surpreendi bastante. A narrativa se centra mais na ação dos personagens, nos mistérios em relação ao desaparecimento da mãe de Clary e ao passado da garota do que no possível romance entre a personagem e Jace.

Com uma linha entre a ação e a aventura, a história do livro desperta a curiosidade do leitor e faz com que a leitura avance com algumas reviravoltas inesperadas, especialmente na segunda metade da história.

A escrita é um pouco pobre, sem muita articulação entre as frases, o que ocasionou diversas repetições desnecessárias no texto, tornando-o um pouco cansativo em alguns momentos.

Correndo pela rua em direção à casa, ela viu que as janelas do segundo andar estavam acesas, o que, em geral, significava que a mãe estava em casa. Tudo bem, ela disse a si mesma. Está tudo bem. Mas o estômago embrulhou assim que ela pisou na entrada. A luz do teto havia queimado, e o saguão estava escuro. As sombras pareciam cheias de movimentos secretos. Tremendo, ela começou a subir. Página 55. 

Apesar disso, o livro consegue prender o leitor até o final impactante. Aliás, o que mais me agradou nesse livro foi o final, pois nele muitas coisas que pensávamos sobre os personagens vão por terra e temos uma grande surpresa. Por isso, pretendo ler o segundo volume, Cidade das Cinzas, num futuro próximo.

Recomendo, portanto, o livro a quem esteja procurando por uma leitura de entretenimento, com bastante aventura e algum mistério, e um pouco de romance também. Já para aqueles que preferem uma leitura mais densa, com um conteúdo mais desenvolvido, talvez seja melhor não arriscar.

***

Essa resenha foi originalmente publicada no RandomCast, em 13/07/2013. 

Veja minha resenha sobre o filme de Cidade dos Ossos.

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