quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[MANIAS DE LEITORA] Livros físicos



Há alguns dias houve grande repercussão nas redes que acompanho a respeito de uma notícia, que afirmava que a venda de livros físicos ultrapassa a de e-books. Tal notícia espantou muita gente, pois parece natural que com a modernização cada vez mais constante dos objetos do nosso cotidiano, o livro de papel seja substituído por seu formato digital. Esse tema sempre gera debates, pois existe quem defenda que o livro de papel jamais deixará de existir e quem diga que, de fato, essa substituição ocorrerá.

Para mim, sempre foi difícil imaginar um mundo sem livros físicos. Eles têm algo de mágico, e provocam sensações que uma tela jamais poderá causar (a textura do papel, o cheiro do livro, o som das páginas sendo folheadas). Talvez pense assim porque cresci manuseando livros incansavelmente... Os volumes da enciclopédia Barsa nunca estavam todos na estante, porque eu sempre estava atrás de informações e imagens sobre os assuntos mais diversos. O mesmo valia para os outros livros da pequena biblioteca que havia na casa dos meus pais: eu podia perder horas olhando livros de animais ou de curiosidades sobre o mundo. Tinha algo de especial em ficar com aquele monte de livros me cercando, enquanto eu percorria suas páginas. E ainda hoje, não há momento em que eu me sinta mais curiosa do que quando estou cercada de volumes para ler ou fazer uma pesquisa.



O fato é que eu amo livros de todas as formas, mas sempre que um título tem versão física, é a minha preferência. Claro que já li alguns e-books, especialmente na minha adolescência, quando não tinha meu próprio dinheiro e baixava alguns títulos que não encontrava em bibliotecas por aqui (mais tarde, fui adquirindo os volumes físicos dessas leituras). Mas ainda que eu os lesse, no meu computador, demorava mais tempo do que se estivesse lendo em papel e me distraia com maior facilidade. E isso se mantém pra mim, já que os poucos e-books que li recentemente, foram leituras mais demoradas que normal pra mim. Nunca tive um aparelho específico para leitura, mas me arrisco a dizer que mesmo se tivesse, eu preferiria, ainda assim, manusear os volumes de papel mesmo. Eles pesam na minha bolsa e é um suplício selecionar quais deles vão me acompanhar em viagens ou passeios, mas apesar disso, ainda não houve peso ou indecisão que me fizesse desistir deles.


E vocês, preferem e-books ou livro físicos? O que vocês pensam sobre o possível “sumiço” dos livros de papel no futuro? 

2 comentários:

Josiani Pospichil disse...

Particularmente, não troco o livro físico pelo e-book. Gosto de folhear a página e sentir o cheiro do papel, pois isso me ajuda a localizar meus trechos favoritos com mais facilidade e leio mais rápido e com maior concentração o livro físico.

Isie Fernandes disse...

Oi, Nick!

Fiquei tão feliz com a sua visitinha ao meu blog. =) Muito obrigada, querida!

Ah, eu antes só gostava de livros físicos. Hoje, com a chegada da minha filha, está muito complicado ler livro físico, porque são grandes e frágeis, minha bebê adora rasgar papel e brincar de folhear livros (com oito meses!). Assim, e-books têm sido muito úteis. Eu leio pelo celular, mas adoraria ter um daqueles leitores de e-book.

Sobre a abolição dos livros físicos, sou totalmente contra. Estou lendo um no momento. Não é tão fácil quanto e-book, mas vale a pena o esforço.

Beijos,

Isie Fernandes - de Dai para Isie