sábado, 14 de junho de 2014

Pandemônio

 
 
TÍTULO:  Pandemônio
AUTOR: Lauren Oliver
EDITORA: Intrínseca


Há algum tempo, publiquei aqui no blog minha resenha de Delírio, primeiro volume da trilogia de Lauren Oliver, na qual eu expressei minha falta de empolgação com o livro. O desfecho dele, porém, me fez achar possível seguir com a série para ver se melhorava minha opinião sobre ela. E foi o que aconteceu!

Apesar de achar o primeiro volume um pouco arrastado, de não ter me identificado muito com a personagem central, que é também a narradora, e de ter achado que faltou muita explicação para sustentar o universo da distopia, o desenvolvimento dessa segunda parte se tornou mais interessante.

Nesse volume, a história segue duas linhas temporais: a primeira, conta os fatos atuais da vida de Lena, que está de volta à sociedade normal, mas com uma nova identidade. A segunda, conta o período que a garota passou na selva, depois de sua fuga mal sucedida, na qual Alex ficou para trás, morto.

Ao longo das duas linhas de tempo, acompanhamos o desenvolvimento de uma nova personalidade em Lena, mas destemida e livre, que torna a personagem mais interessante. Apesar disso, ela continua um pouco boba com relação a algumas coisas...

São, porém, os personagens secundários que me conquistaram. Graúna e Prego foram os primeiros a ganhar meu interesse. Eles são como lideres do grupo ao qual Lena se junta na selva e Prego, em especial, é um personagem misterioso, que me deixou curiosa a seu respeito. Eu adoro esse tipo de personagem!

E por falar nisso, meu personagem preferido nesse livro foi Julien, um dos maiores ativistas a favor da Intervenção, que cruzará com Lena em seu caminho. Na minha opinião, é o personagem mais bem construído da série, doce e imprevisível.

A forma como a narrativa segue me fez ignorar muitas das falhas que encontrei no primeiro livro e apesar de algumas partes terem sido um pouco lentas, no geral há mais ação e os fatos se desenrolam mais rapidamente do que em Delírio.

O desfecho foi bem interessante. Eu sabia que o fato que ocorreu no final do livro ia acontecer em algum momento, mas a forma como a autora se aproveitou disso, como ela revelou essa determinada informação, foi muito inteligente e boa para a narrativa, pois deixa o leitor bem curioso e até mesmo um pouco perdido a respeito do destino dos personagens.

As configurações gráficas do livro se mantém as mesmas do primeiro, com um texto esticadinho na página que eu detesto... A capa tem o mesmo efeito metalizado de Delírio, que apesar de bonito, fica facilmente riscado e danificado. No entanto o tom roxo usado em Pandemônio coube melhor nesse efeito, porque os riscados e sinais do manuseio ficam menos aparentes.

Então, fiquei feliz por ter continuado a leitura, porque apesar de ainda achar que existem furos no contexto da história, esse volume trouxe bons personagens e um enredo mais ágil e interessante. Posso dizer que ele melhorou meu conceito sobre a série e que lerei o último volume, Réquiem, para descobrir o desfecho da história.

Um comentário:

Amanda Almeida disse...

Oi Niki, tudo bem?
Eu ainda não li essa série mas fico ainda mais curiosa a cada resenha nova que leio. E ainda bem que a leitura deste foi mais agradável do que a do primeiro, e pelo que percebi a autora evolui na escrita deste. Dica anotada.
Abraços,
Amanda Almeida
Você é o que lê