sexta-feira, 14 de março de 2014

Delírio





TÍTULO: Delírio
AUTOR: Lauren Oliver
EDITORA: Intrínseca

Antes de você começar a ler essa resenha, preciso dizer que foi muito difícil escrevê-la! Isso porque, antes de expressar minha opinião a respeito, fui ler outras resenhas e fiquei surpresa. Parece que todo mundo gostou desse livro... menos eu! Mas, vou desenvolver melhor a minha opinião ao longo desse texto.

Em primeiro lugar, a história é uma distopia e se passa na Portland de um futuro no qual o amor é tido como uma doença causadora de grandes males da humanidade. Por ser considerado nocivo, esse sentimento passa a ser combatido através da Intervenção, que remove a capacidade de amar das pessoas. Esse procedimento é realizado sempre quando os cidadãos completam 18 anos, que é uma idade na qual não existem grandes riscos de falha.

Lena, a personagem central da história, que também é a narradora, está ansiosa para fazer sua intervenção, já que sua irmã e sua mãe apresentaram infecção pelo Amor Deliria Nervosa. Porém, antes que perceba, ela também será contaminada graças a Alex.

A premissa da história é interessante, mas achei toda essa história do procedimento para retirada da capacidade de amar um pouco mal explicada. Fala-se em seringas, cirurgia, retirada de partes do cérebro, mas no final não ficou muito claro exatamente como esse processo funciona, o que pra mim representou um ponto negativo... Pode ser apenas porque sou bastante curiosa a respeito de biologia e acho que a narrativa seria mais rica se tivesse informações mais realistas e detalhadas sobre isso. Achei que pra um volume introdutório, o livro não fui muito esclarecedor a respeito do funcionamento dessa nova sociedade.

Outro ponto que me fez não cair de amores pelo livro foi o ritmo arrastado. Pelo menos, pra mim foi uma leitura arrastada! Os fatos demoraram muito a acontecer e muitas cenas eram repletas de divagações de Lena. Claro que esses pensamentos deveriam servir para aproximar o leitor da personagem, mas só conseguiram me fazer perder o interesse pela narrativa. Acredito que isso tenha acontecido porque Lena não conseguiu me conquistar. Simplesmente não consegui me identificar com a personagem, em especial no começo do livro, quando ela é bastante passiva em relação ao que a sociedade lhe impõe.

-Nervosa com a avaliação?
Eu me viro. Tia Carol está na porta do quarto, com as mãos unidas e os dedos cruzados.
-Não – respondo, apesar de ser mentira.
Ela sorri discretamente, apenas algo breve e efêmero.
Página 12.

Talvez meu principal problema com esse livro tenha sido começar a leitura com uma expectativa muito alta. As últimas distopias que li antes dessa eram bastante complexas ou então cheias de ação e o ritmo da leitura era intenso. Mas Delírio não conseguiu me fazer ficar empolgada e eu terminei de lê-lo ainda esperando que algo me fizesse mudar de ideia.

Abrindo um parêntese para falar dos aspectos do livro físico, apesar de achar a capa brilhante muito bonita, acho que o efeito pode ser complicado de manter, pois qualquer marquinha ao manusear o livro ou coloca-lo na bolsa, por exemplo, já estraga o efeito criando rasuras. Por dentro, a organização do texto é confortável para a leitura, sendo que a fonte tem um tamanho bom e há um espaçamento entre linhas generoso.

Outro ponto positivo é a reflexão que ele busca trazer a respeito da importância do amor em nossas vidas de como ele é importante também por uma questão de identidade e de liberdade. Pra mim, foi o grande mérito da história.

Por fim, não entendam que o livro seja péssimo ou inteiramente ruim, mas sabe quando você não consegue mergulhar mesmo na história? Então, foi mais ou menos assim a minha relação com esse livro. Em alguns momentos, eu me via gostando dos rumos que as coisas estavam tomando, em outros ficava agoniada porque parecia que a narrativa não se desenrolava. O final da história, no entendo, me fez ficar curiosa a respeito da continuação, então acho que vou encarar os próximos volumes e ver se melhoro minha opinião sobre essa história...  Não custa dar uma chance a Pandemônio, o volume que dá sequência à série.

6 comentários:

Jordana S.S. disse...

Olá!
Nossa, eu adorei esse livro :O
Acho que a empatia com a personagem principal ajuda na leitura, e já que ela não te conquistou (e o fato do livro ser na perspectiva dela) atrapalhou um pouco =/
Espero que goste da sequência, eu gostei bastante!
Adorei a resenha!
Beijão

http://addictionforbooks.blogspot.com

dreehleal disse...

Eu achei a ideia do livro incrível. Um mundo onde o amor é considerado um crime? Só pode ser uma história interessante..
E triste que você não tenha gostado. Mas sei como é não gostar de um livro que todos gostam. Eu odeio Um dia, e pareço a única que não gosto dele!
De qualquer forma, espero que Pandemônio te conquiste =)

Beeijos, Dreeh.
Blog Mais que Livros

Camila Deus Dará disse...

Já conhecia esse livro, já tinha visto outras resenhas, mas todo mundo sempre falou muito bem. Você não gostou tanto, então agora fiquei curiosa pra saber o que penso sobre ele.
Acho que será minha próxima leitura!
A história é legal, mas boas histórias podem ser estragadas, né?
Bem, depois vejo o que acho e te digo.

Beijos :)

Alice Aguiar disse...

menina já eu foi o contrario, achei o livro incrível :)

Amanda Almeida disse...

Oi Niki, tudo bem?
Eu confesso que esse livro nunca me interessou. e mesmo quando o encontrei custando apenas 9,90 na cultura, ainda assim não tive vontade de compra-lo. Das resenhas que li sempre achei o enredo um pouco confuso. Pela sua resenha percebo que eu não vou gostar muito da leitura e é provável que eu pule a leitura desse livro. ótima resenha flor.
Abraços,
Amanda Almeida
Você é o que lê

Inês Gabriela A. disse...

AMO distopias, mas essa em especial não me deu vontade de ler.
Já li um livro da autora (Antes que eu vá) e gostei muito, mas essa distopia não me chamou a atenção, apesar de ter a capa linda <3.

http://memorias-de-leitura.blogspot.com