quinta-feira, 2 de maio de 2013

Os aparados

Página do livro no Skoob


        Olá, pessoas! Meu período de provas já acabou e aos poucos vou ir organizando as resenhas que estão atrasadas para postá-las aqui, assim como as outras postagens. Aos poucos, estou visitando os blogs de todos... Estava com muita saudade de ler as resenhas e textos dos amigos que costumo visitar! 
        Deixando isso de lado, a resenha de hoje é sobre um livro de uma das minhas autoras preferidas, a gaúcha Letícia Wirzchowski, que entre outras obras, escreveu A casa das sete mulheres, que originou a minissérie de TV. 
        Então, o livro em questão se chama Os aparados e é uma história sobre a humanidade, sobre sentimentos e laços que unem as pessoas.
        O contexto da trama é um mundo que está desmoronando. No sul do Brasil, enchentes destroem as grandes cidades e há falta de comida, combustível e outros recursos.
        Por causa dessa situação, Marcus decide levar a neta, Débora, para seu sítio na serra gaúcha, onde há energia solar, água potável e comida em abundância. Só que a adolescente, que está grávida, não está tão empolgada com a fuga e deseja encontrar o pai de seu filho. Esse fator, unido ao histórico anterior da família, ocasiona muitos conflitos entre neta e avô, mas, com a situação de extremos que vivem, a aproximação vai se tornando inevitável.
        Ao mesmo tempo, somos apresentados a Arthur, um médico que permanece em Porto Alegre e que, além de fazer turnos exaustivos no hospital, ajudando os doentes e feridos, tem um site em que ajuda as pessoas a encontrarem amigos e familiares desaparecidos.
        A divisão desses dois núcleos deixa a curiosidade trabalhar: afinal, o que essas histórias têm em comum? Uma resposta que apenas a leitura de livro pode revelar...
        Gosto muito da escrita da Letícia, que é bastante poética e delicada, conseguindo colocar a emoção humana no papel de uma forma realista, sem cair no exagero. Tudo na história é dosado, o que, levando em conta os assuntos polêmicos que estão costurados em Os aparados, é um grande mérito.
        É justamente a sensibilidade que cativa o leitor nessa história, juntamente com a curiosidade despertada pelos espaços da narrativa, que vão sendo preenchidos aos poucos.
        A escrita é impecável e deliciosa de ler, além de servir como ponto de partida para reflexões sobre diversos temas que aparecem na história através das vivências dos personagens. 
        Se fosse pra destacar algo como negativo nessa obra, eu pensaria na capa. Ela não é muito atrativa e admito que se eu não conhecesse a autora, talvez nem tivesse me interessado por esse título à primeira vista. 
        Ainda bem que, com ou sem capa chamativa, o livro é maravilhoso!

Um comentário:

Isie Fernandes disse...

Oi, Nick.

É tão bom começar a se sentir livre quando as provas terminam, né? Minha faculdade teve greve, então minhas aulas retornam no próximo dia 13. Oh... Saudade da liberdade. Hahaha!

Nossa, uma autora nacional! Parece mesmo muito bom esse livro, e eu amei a história de A Casa das Sete Mulheres. Senti muita raiva de Giuseppe e ODIAVA a Anita. kkkkk Voltando ao livro, fiquei bem curiosa mesmo. E essa chave na capa não chama atenção, mas sugere algum mistério.

Beijos,

Isie Fernandes - de Dai para Isie