terça-feira, 26 de março de 2013

A guerra dos mundos

Página do livro no Skoob

        Passeava pela biblioteca da minha cidade em busca de leituras quando encontrei esse livro. Já havia assistido ao filme homônimo de Steven Spielbert, mas ao pegar o livro, vi que seu foco era bastante diferente, a começar pelo ano de ambientação da história, que foi publicada em 1898.
       Narrado em primeira pessoa, o livro é um relato sobre uma invasão de marcianos à terra, mais precisamente à Inglaterra, grande potencia mundial da época.
       O narrador-personagem passa por uma série de dificuldades durante a invasão, que começa quando um misterioso cilindro cai numa mina em sua cidade. De dentro desse corpo, saem os marcianos e suas máquinas de guerra mortíferas.
       Separado da esposa em sua fuga, o personagem verá de perto a morte e a destruição causada pelos invasores enquanto dominam nosso mundo.
       A narração em forma de relato faz com que a história toda ganhe um ar tão verossímil que parece que estamos lendo sobre algo que realmente aconteceu. As impressões e descrições do personagem central só reforçam essa impressão.
       Algo que me levou a refletir e de que gostei muito no livro foi a comparação da impiedade dos marcianos com a própria impiedade dos seres humanos para com as outras raças. Uma boa reflexão.

Naquele momento senti uma emoção incomum a experiência humana, mas que as pobres criaturas que dominamos conhecem muito bem. Senti-me como um coelho que, ao voltar para sua toca, encontra uma dúzia de operários cavando os alicerces de uma casa. Percebi a primeira insinuação de algo que logo se tornou claro em minha mente e que me oprimiu durante muitos dias – uma sensação de destronamento, a convicção de que já não era o mestre, mas um animal entre outros, sob o tacão dos marcianos. Daí em diante, como os animais, nós espreitaríamos, fugiríamos, buscaríamos esconderijos. O terrível império humano caíra (WELLS, 2007, p.195).
WELLS, H.G. A guerra dos mundos. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

       Eu realmente gostei da leitura: o livro é bem escrito e tem um ritmo bom, deixando o leitor curioso sobre o destino de seu personagem e sobre o destino da humanidade como um todo na situação apresentada. Em um ou outro momento as descrições se excedem um pouco, mas no geral o livro é bastante conciso.
       A letra de bom tamanho, a fonte e a diagramação unidas ao tamanho mediano dos capítulos torna a leitura ainda mais tranquila. A capa pode não ser muito chamativa, mas a leitura vale a pena e indico a qualquer um que goste de ficção científica ou queira conhecer esse gênero! 

3 comentários:

Isie Fernandes disse...

Oi, Nick.

Fiquei na dúvida se já havia ouvido falar sobre esse livro. Bem, gostei da sua resenha. Ficção científica não é meu estilo favorito, mas me agrada bastante. Gostaria de lê-lo, esses livros mais antigos costumam ser muito inteligentes, tudo neles traz um fundo de verdade, né?

Beijos,

Isie Fernandes - de Dai para Isie

Markos Queiroz disse...

Já vi o filme e gostei, mas não sabia do livro. Deve ser muito bom mesmo.
Boa dica.

Bjão!

livronasmaos.blogspot.com.br

Isie Fernandes disse...

Niki, estou passando aqui para te desejar uma ótima Páscoa e para divulgar o sorteio do livro nacional "A Noiva Trocada" da autora Mônica Cadorin lá no blog. Participe! http://goo.gl/f6dLH

Beijos,

Isie Fernandes - de Dai para Isie