quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O último suspiro: XI - Despedida


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O último suspiro

XI: Despedida
Alberto não estranhava a mulher não se meter em suas saídas. Talvez tivesse aprendido, na última vez que tentou impedi-lo, que aquilo era desnecessário.
Não podia enfiar Samuel na história, porque não sabia que pouco depois de sua saída, a porta do quarto do irmão se abria. Erida entrava.
Era errado, sabiam, mas se amavam e o que podia haver de errado no amor?
Erida, entretanto, começava a ficar temerosa. Podiam ser descobertos e com o marido louco do jeito que estava, podia fazer algo de ruim.
Samuel escutou sua preocupação e decidiu que viajaria até Monte Claro. Lá, poderia ver um jeito de escaparem, pelo trem, e então podiam ir embora, se assim ela quisesse. E queria. Tudo era melhor que aquela casa. Sentiria falta das irmãs, do pai, mas quem sabe daqui a uns anos não podiam voltar?
Samuel preparou a viagem, disse ao irmão que tinha que comprar alguns itens para o consultório.  
Na noite antes da partida, apertou bem Erida. Que ela se cuidasse, ficasse bem. Em dois dias estaria de volta e iriam embora.
Beijou-a, gravou face e sabor para os dias de distancia e partiu cedo pela manhã.
Deixou-a ansiosa. Queria tanto que tudo acabasse. Não queria se pensar errada, queria ser feliz e não via alternativa fora a fuga. 
O marido não foi jogar naquela noite. Abriu um vinho, colocou nas taças.
Erida queria agradar, ele não podia desconfiar de nada. Bebeu enquanto comiam.
O marido lhe pediu que tocasse o piano e ela o fez. Estava no meio de um dó quando se sentiu estranha.
-Tenho sono. Vou dormir. – Disse,a mão na cabeça.
Alberto ficou na sala. Ela subiu e atirou-se na cama. 

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