segunda-feira, 25 de julho de 2011

O último suspiro: III - Alberto

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O último suspiro
III: Alberto
A figueira farfalhava, instigada pelo vento forte. O calor seco e o céu que começava a escurecer denunciavam que viria chuva pra lavar a terra.
Seria bom uma fresca, pra tirar de si aquela sensação de terra grudada no corpo.
Subiu as escadas da varanda, entrando na sala. Meia dúzia de senhoras vestidas de urubu cochichavam perto da porta, enquanto as meninas mais moças conservavam seu olhar de assombro.
Os homens estavam na rua, perdidos em conversas sobre negócios e política e Alberto não os culpava.
O padre já havia chegado em sua burrinha e agora arrumava os paramentos para realizar a cerimônia.
Melhor assim. Devia acabar antes que a chuva começasse a cair. 

Um comentário:

Rosa Mattos disse...

oi Niki

Vim conferir a terceira parte do conto. Achei muito boa a anterior do baile. Gosto bastante deste teu estilo primoroso de narrativa. Demonstra um capricho todo especial com a gramática e por consequência com o leitor.

parabéns/! bj