sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O devorador da morte - parte 1

Em época de dia das bruxas e dia de finados, nada mais propício do que uma atmosfera de terror e suspense... Resolvi aproveitar a ocasião e uma ideia para fazer um conto dividido em três partes.A primeira delas, quase um prólogo, será postada hoje. A segunda, no domingo e a terceira, na segunda-feira. Não sei se ficou amedrontador de verdade, mas pelo menos, serve como uma brincadeira de hallowen.


O devorador da morte
Parte 1: Hora do chá.


O céu cinzento era enfadonho para os olhos de Cathy e não fosse pela visita de sua irmã, que deveria acontecer a qualquer momento, ela estaria mergulhada em algum livro da biblioteca da casa.
Era chato não poder brincar lá fora, com a promessa de chuva pairando desde as primeiras horas da manhã e a menina sentiu uma súbita alegria ao ouvir o som de cascos de cavalo se aproximando.
Correu para o primeiro andar, alegre e avistou a irmã chegando, com uma capa cobrindo seus cabelos ruivos, e correu para abraçá-la.
-Estava com saudades de você! – Disse Cathy.
-Eu também. – Cristine declarou.
Logo a mãe das duas jovens apareceu e as três seguiram até a sala de estar.
-Esperava que seu marido a acompanhasse, Cristine. – A sra. Matheson, Mãe das duas irmãs exclamou enquanto se acomodavam em sofás confortáveis.
-Richard está muito ocupado em seu trabalho. Ele é muito dedicado, você sabe. E não iria fazê-lo abrir mão disso para me acompanhar.
-Por certo. Espero que tenha, ao menos mandado um acompanhante portando armas. Com os assassinatos que têm acontecido, eu não sairia por aí sozinha. – Retrucou.
-Não há com o que se preocupar, mãe. O assassino já foi pego.
-Mas como, se nenhuma notícia no jornal deu conta disso! – Exclamou a senhora.
-Colocaram algumas linhas sobre o assunto, apenas. – Explicou Cristine. – Não queriam chocar a população.
-Apenas o fato de termos um assassino de moças entre nós já é um choque! – A sra. Matheson pareceu insultada.
-Entenda, minha mãe, que os fatos são muito mais macabros do que se insinuava. Se sei mais a respeito do que a maioria é porque Richard esteve ligado às investigações.
-Ouvi dizer que ele mexe em gente morta. – Cath observou.
-Não seja obtusa, Catherine!
-Cathy está certa, mamãe. Richard presta serviços como legista com certa freqüência. O faz muito bem.
As damas ficaram em silencio por alguns instantes, enquanto a criada servia chá e bolo a elas.
-Conte o que você sabe sobre o assassino, Cris! – Cathy pediu, entusiasmada. Era uma apaixonada por histórias de todo o tipo.
A sra. Matheson não fez objeção.
-Está bem. Mas ao digam que não avisei que era macabro. – Cristine advertiu, arrumando-se para começar as contar o que sabia.

Um comentário:

Racionênia disse...

será que o assassino utiliza artifícios místicos durante o ´´procedimento´´ com as vítimas?

até que ponto ele alteraria o físico das vítimas? ou talvez o método utilizado seja impensável?

who knows? ehehe

bem legal teu blog! ;)