terça-feira, 18 de agosto de 2009

A boneca

Boa noite, queridinhos. Os últimos dias tem sido bem atribulados com o recomeço das aulas e eventos sociais (sou uma pessoa muito importante XD huahua).
O último post rendeu uma longa discussão e bastante polêmica mesmo. Mais do que eu imaginava. Continuo mantendo minha opinião inicial, de que aborto devia ser legalizado, para que pelo menos as mulheres que optam por ele possam fazer o procedimento sem riscos a sua saúde. E creio que nesse ponto as meninas concordaram... Afinal, todos temos livre arbítrio.
Hoje temos um post mais light... Voltando aos contos, o de hoje não tem exatamente uma categoria, e foi inspirado novamente por uma música, dessa vez de Tarja Turunen, chamada “The escape of the doll” e “My little Phoenix” (a primeira é a intro, a segunda é a música mesmo).

A Boneca

Ele apertou a linha preta com mais força. Contrastava bem contra a superfície clara. Um tecido branco, agora perfurado pela agulha e transpassado pela linha escura. A costura deixava-as sempre mais belas, as bonecas.
Sim, ele preferia as de pano. Achava as “barbies” e bonecas de plástico um verdadeiro lixo. Onde estava a arte em fazer aqueles brinquedos sem vida, que tinham milhões de iguais espalhados pelo mundo afora? Ele preferia exclusividade.
Seguiu sua costura, tomando cuidado para que a perfeição fosse cirúrgica.
Ela era macia e suave, uma obra de arte, diferente do lixo de plástico que a mídia impunha as crianças. Era bela. Os cabelos de um tom cor de mel, agora não estavam mais lisos, como no começo, iam até seus ombros em cachos grandes e perfeitos.
Os olhos estavam fechados naquele momento, mas quando se abrissem iriam revelar orbes castanhos e lustrosos.
Terminou a costura. Calçou as longas meias brancas e os sapatos negros. O vestidinho branco, de babados, foi colocado em seguida, com algum esforço porque ela era pesada.
Ele guardou a linha e a agulha, virou-se e viu dois orbes castanhos encarado-o, perplexos.
Ela tentou falar, mas a boca agora estava unida caprichosamente por linha vermelha.
Uma série de grunhidos indefinidos foi ouvida.
-Sch, quietinha. - Ele disse sorrindo. - Uma boa boneca não fala. E você não quer estragar a costura, quer?
Ela tentou dar um berro, que saiu por suas narinas de forma espectral.
Lentamente, o sangue começou a verter em filetes muito finos. Oriundos das costuras, os fiozinhos vermelhos começaram a manchar o vestido de babados e as meias.
Ela continuou tentando berrar, produzindo apenas os sons fantasmagóricos.
Ele sorriu. Logo ela aprenderia a se comportar.
Saiu do quarto.
Ela tentou segui-lo, mas as costuras prendiam suas articulações, e, além disso, ela sentia-se mole.
Era, de fato, uma boneca, um brinquedo a mercê daquele estranho.
Até a próxima, beijos.

4 comentários:

Carol disse...

uma boneca com vida? O.o eu não entendi muito bem. Mas adimira-me sua forma de escrever, cada detalhe descrito me impressionou! Even more kisses

Niki disse...

Ela é uma mulher, Caah. Uma mulher de verdade, que foi transformada em boneca. Psicopatic...
Que bom que gostou dos detalhes. ^^
Bjos

Carol disse...

AAAAAAAAAAAH TÁ! Agora entendi *coro de aleluia ao fundo* sendo assim, ficou mais fácil pro meu cérebro captar a msg, rs. Adorei! Kisses

Alissa-chan disse...

Katsuyo!!!!!!!!!!!!!Adorei a história,bem eu devo dizer que achei a parte da costura na boca dela meio *0*,sou fã de sangue!!!!!!!!!!
blá,blá,estou sem críticas boas no momento -.-
amei a história,bom a última parte me deixou tipo,com cara de psicopata vendo um filme psicopatico[ô.õ]tipo òwó....sangue mwuasuaisuisuias,cof,cof..faz mais históriais assim que eu viro a mulher-maravilha!!!!tá bom,um pouco menos que isso -.-,bjitos e cheetos!!!!!!!!!!!!n.n